Tag Archives: 2019-2 – EcoBras 1

Eco Bras I – Data da 1ª prova

Caras alunas e alunos,

conforme avisado em sala de aula, a data da primeira prova ficou marcada para o dia 27/set.

Gustavo.

Eco Bras I – Programa da Disciplina

ECO–030 – Economia Brasileira Contemporânea I

2⁰ Semestre 2019

Prof. Gustavo Barros

_________________________________________________________________________

Objetivos do curso

Este curso visa oferecer uma visão geral da história econômica do Brasil ao longo das aproximadamente cinco décadas que vão desde os desdobramentos da crise de 1929 até a crise da dívida no início da década de 1980. A economia brasileira viveu grandes transformações ao longo desse período, através do processo de industrialização por substituição de importações, com as altas taxas de crescimento do produto que o acompanharam. Mas também foi marcada por recorrentes crises do setor externo, bem como por taxas de inflação relativamente elevadas e distorções econômicas diversas.

O curso está estruturado de maneira, grosso modo, cronológica e tem por eixo básico esse processo de industrialização – sua caracterização, sua evolução, seus determinantes, seus condicionantes, seus desdobramentos. Mas o curso procura também elaborar tanto a diversidade de interpretações e abordagens sobre o período quanto as diversas dimensões desse processo histórico de transformação. Nesse sentido, de forma articulada a esse eixo central, elaboraremos ao longo do curso temas e questões como: a condução da política econômica e a atuação dos grupos sociais, a situação das contas externas, o pensamento econômico, as dimensões política e social do processo, o cenário internacional entre outros.

Leituras e acompanhamento do curso

O curso baseia-se na combinação de aulas expositivas, discussão em sala de aula e leitura da bibliografia indicada. As atividades em sala de aula e a leitura dos textos são estritamente complementares, e devem ser desenvolvidas paralelamente pelo(a) aluno(a). Sem a leitura da bibliografia indicada, a compreensão adequada das aulas expositivas e a participação em sala de aula ficam prejudicadas. Por outro lado, o objetivo das aulas expositivas é justamente mapear os aspectos principais da bibliografia em discussão, facilitando assim a adequada compreensão dos textos. A leitura da bibliografia indicada, portanto, deve ser feita ao longo do curso e em paralelo com as aulas correspondentes, e não “em bloco” na iminência das provas.

A bibliografia específica de cada item do programa está indicada abaixo. As referências completas estão disponíveis na Bibliografia ao final do programa. Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento das aulas. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

Programa

1 –
Introdução

Parte I –
Primeiro governo Vargas (1930-1945): Revolução e mudança no padrão de acumulação

2 –
A Crise de 1929 e a Grande Depressão: políticas econômicas e consequências

  • Furtado, Formação econômica do Brasil, caps. XXX a XXXII, pp. 177–203. *
  • Silber, “Análise da política econômica e do comportamento da economia brasileira”, seções D a F, pp. 187–207. *
  • Peláez, “A Balança comercial, a Grande Depressão e a industrialização brasileira”.
  • Dean, “Os industriais e o estado liberal”.
  • Furtado, Formação econômica do Brasil, caps. XXVI a XXIX, pp. 151–173.
  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930–1945”, itens 1 e 2, pp. 73–90.
3 –
O Estado Novo e a economia brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

  • Furtado, Formação econômica do Brasil, cap. XXXIII, pp. 204–216. *
  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930–1945”, item 3, pp. 90–104. *
  • Malan et al., “Balanço de pagamentos e política cambial”, seções 3.2.1 e 3.3.1, pp. 125–142, 155–164.
  • Corsi, “O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha”.
Parte II –
1945–1964: Desenvolvimentismo, nacionalismo, populismo

4 –
Governo Dutra

  • Vianna, “Política econômica externa e industrialização: 1946–1951”. *
  • Furtado, Formação econômica do Brasil, caps. XXXIV a XXXVI, pp. 217–242. *
  • Malan et al., “Balanço de pagamentos e política cambial”, seções 3.2.2 e 3.3.2, pp. 142–154, 164–177.
5 –
Segundo governo Vargas

6 –
Nacional desenvolvimentismo, populismo

7 –
JK e o Plano de Metas

  • Orenstein e Sochaczewski, “Democracia com desenvolvimento: 1956–1961”. *
  • Lafer, “O Planejamento no Brasil”.
8 –
A crise dos anos 1960

  • Mesquita, “Inflação, estagnação e ruptura, 1961–1964”. *
  • Mesquita, “Interpretações da recessão industrial de 1963–1965”.
Parte III –
Ditadura militar (1964-1980): Reformas e crise

9 –
PAEG: Estabilização e reformas

  • Resende, “Estabilização e reforma: 1964–1967”. *
  • Simonsen, “A Imaginação reformista” e “A política anti-inflacionária”.
10 –
O “milagre econômico”

11 –
O II PND

  • Castro, “Ajustamento X Transformação”, Introdução, itens 1 e 2, O ganho de divisas decorrente dos grandes programas setoriais, pp. 11–47, 56–60. *
  • Carneiro, “Crise e esperança: 1974–1980”.
12 –
Crescimento econômico, endividamento e crise

Parte IV –
O processo de industrialização brasileiro

13 –
Industrialização antes de 1930: Café e indústria

14 –
Industrialização por substituição de importações (ISI)

Avaliação e presença

A avaliação constará de duas provas em sala de aula e da realização de seis verificações de leitura na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle). A primeira prova terá peso de 30% e a segunda prova de 40%. A média aritmética do conjunto das verificações de leitura comporá os 30% restantes da nota final. Haverá uma prova de segunda chamada ao final do curso apenas para os(as) alunos(as) que efetivamente tenham perdido alguma das provas, nos termos e prazos do Regulamento Acadêmico da Graduação, mediante requerimento devidamente justificado.

Cada um dos horários de aula terá controle de presença independente. Porém, o conferimento de frequência pressupõe a presença contínua do(a) aluno(a) em sala do início até o final do horário. Vale dizer, para cada um dos horários, não será atribuída “meia presença”. O abono de faltas se dá apenas nos termos do Regulamento Acadêmico da Graduação e deve ser solicitado diretamente à coordenação de curso.

Os textos que serão objeto de verificação de leitura, com as respectivas datas de encerramento de prazo, são os seguintes (para a referência completa, veja a Bibliografia):

  • Verificação de leitura 1, até 28/ago: Furtado, Formação econômica do Brasil, caps. XXX a XXXII, pp. 177–203.
  • Verificação de leitura 2, até 04/set: Silber, “Análise da política econômica e do comportamento da economia brasileira”, seções D a F, pp. 187–207.
  • Verificação de leitura 3, até 18/set: Furtado, Formação econômica do Brasil, caps. XXXIII a XXXV, pp. 204–232.
  • Verificação de leitura 4, até 09/out: Bielschowsky, “O pensamento desenvolvimentista”, item 5.3, pp. 103–127.
  • Verificação de leitura 5, até 23/out: Castro, “Ajustamento X Transformação”, Introdução, itens 1 e 2, pp. 13–47.
  • Verificação de leitura 6, até 06/nov: Tavares, “Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil”, parte I, itens A a C, pp. 29–53.

Observações:

  • As verificações de leitura serão feitas na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle), cujo acesso se dá através da página https://ead.ufjf.br/ com o seu número de matrícula e a sua senha do Siga.
  • Cada verificação de leitura é composta de 20 questões V/F e tem duração de até 2 horas corridas. A consulta ao texto é permitida e até mesmo estimulada. Mas o estudo prévio do texto é necessário, mesmo que você precise retornar a ele durante a realização da avaliação.
  • As datas acima são os prazos de encerramento de cada uma das verificações de leitura, cheque as datas e horários exatos na plataforma.
  • Estas avaliações têm o propósito de ser o que o nome diz: uma verificação de leitura, vale dizer, o que ela procura avaliar é a sua leitura e compreensão do conteúdo do texto indicado. Portanto, se um determinado item é “verdadeiro” ou “falso” deve ser decidido por você pelo critério do que o texto indicado afirma, ou não afirma. E não de um ponto de vista mais geral, ou na opinião de um outro autor ou pessoa qualquer.
  • Você tem apenas uma tentativa para a realização da verificação de leitura. Uma vez iniciada, você terá até duas horas corridas para realizá-la (mesmo que haja algum tipo de interrupção do sistema é possível retornar durante esse período). Durante a duração da avaliação, você poderá retornar e revisar as suas respostas. Mas uma vez submetida a avaliação ao sistema, ou encerrado o tempo disponível, as respostas não poderão mais ser alteradas.

Site

Eu usarei o meu site (https://gustavo.barros.nom.br/) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá.

Além dos posts e avisos, vocês encontram na página da disciplina (https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2019-2o-economia-brasileira-i/) uma série de materiais complementares (vídeos, documentários etc) que trata de assuntos correlatos aos que discutiremos ao longo do curso e pode ser do interesse de vocês.

Bibliografia

Abreu, Marcelo de Paiva. “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930–1945”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 3, pp. 73–104.

Bielschowsky, Ricardo. “O pensamento desenvolvimentista”. Em: Pensamento econômico brasileiro. O Ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 4ª ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. Cap. 5, pp. 77–179.

Carneiro, Dionísio Dias. “Crise e esperança: 1974–1980”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 11, pp. 295–322.

Castro, Antonio Barros de. “Ajustamento X Transformação. A economia brasileira de 1974 a 1984”. Em: Castro, Antonio Barros de e Francisco Eduardo Pires de Souza. A Economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985, pp. 11–95.

Corsi, Francisco L. “O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha e os rumos da economia brasileira”. História econômica & história de empresas, v. II, n. I (1999), pp. 35–68.

Cruz, Paulo Davidoff. “Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta”. Em: Desenvolvimento capitalista no Brasil. Ensaios sobre a crise. Org. por Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo e Renata Coutinho. Vol. 2. São Paulo: Brasiliense, 1983, pp. 59–106.

Cruz, Paulo Davidoff. “O endividamento externo e as políticas governamentais”. Em: Dívida externa e política econômica. A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984, pp. 28–92.

Dean, Warren. “Os industriais e o estado liberal”. Em: A Industrialização de São Paulo (1880–1945). 4ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991. Cap. X, pp. 194–220.

Fishlow, Albert. “A dívida externa latino-americana. Um caso de desenvolvimento com incerteza”. Pesquisa e Planejamento Econômico, v. 11, n. 2 (ago. de 1981), pp. 283–322.

Fishlow, Albert. “Origens e consequências da substituição de importações no Brasil”. Estudos Econômicos, v. 2, n. 6 (dez. de 1972), pp. 7–75.

Fonseca, Pedro Cezar Dutra. “Nem ortodoxia nem populismo. O segundo governo Vargas e a economia brasileira”. Tempo, v. 14, n. 28 (2010), pp. 19–58.

Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. 24ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991.

Gomes, Angela M. C. “O populismo e as ciências sociais no Brasil. Notas sobre a trajetória de um conceito”. Tempo, v. 1, n. 2 (1996), pp. 31–58.

Lafer, Celso. “O Planejamento no Brasil. Observações sobre o Plano de Metas (1956–1961)”. Em: Planejamento no Brasil. Org. por Betty Mindlin. 5ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2003, pp. 29–50.

Lago, Luiz Aranha Correa do. “A Retomada do crescimento e as distorções do ‘milagre’, 1967–1973”. Em: A Ordem do progresso. Dois séculos de política econômica no Brasil. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. Cap. 11, pp. 213–239.

Malan, Pedro S., Regis Bonelli, Marcelo de P. Abreu e José Eduardo de C. Pereira. “Balanço de pagamentos e política cambial”. Em: Política econômica externa e industrialização no Brasil (1938/52). Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1977. Cap. III, pp. 113–193.

Mesquita, Mário M. C. “Inflação, estagnação e ruptura, 1961–1964”. Em: A Ordem do progresso. Dois séculos de política econômica no Brasil. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. Cap. 9, pp. 179–196.

Mesquita, Mário Magalhães Carvalho. “Interpretações da recessão industrial de 1963–1965”. Em: 1961–1964. A Política econômica sob Quadros e Goulart. Dissertação de mestrado. PUC–RJ, 1992. Cap. 5, pp. 237–266.

Orenstein, Luiz e Antonio Claudio Sochaczewski. “Democracia com desenvolvimento: 1956–1961”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 7, pp. 171–195.

Peláez, Carlos Manoel. “A Balança comercial, a Grande Depressão e a industrialização brasileira”. Revista Brasileira de Economia, v. 22, n. 1 (mar. de 1968), pp. 15–47.

Prebisch, Raúl. “O Desenvolvimento econômico da América Latina e alguns dos seus principais problemas”. Revista Brasileira de Economia, v. 3, n. 3 (1949), pp. 47–100.

Resende, André Lara. “Estabilização e reforma: 1964–1967”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 9, pp. 213–231.

Saes, Flávio Azevedo Marques de. “A Controvérsia sobre a industrialização na Primeira República”. Estudos Avançados, v. 3, n. 7 (set.–dez. de 1989), pp. 20–39.

Silber, Simão. “Análise da política econômica e do comportamento da economia brasileira durante o período 1929/1939”. Em: Versiani, Flávio Rabelo e José Roberto Mendonça de Barros. Formação Econômica do Brasil. A Experiência da industrialização. 1ª ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978, pp. 173–207.

Simonsen, Mario Henrique. “A Imaginação reformista”. Em: Simonsen, Mario Henrique e Roberto de Oliveira Campos. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974. Cap. VI, pp. 119–150.

Simonsen, Mario Henrique. “A política anti-inflacionária”. Em: Simonsen, Mario Henrique e Roberto de Oliveira Campos. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974. Cap. V, pp. 79–118.

Szmrecsányi, Tamás. “História econômica, teoria econômica e economia aplicada”. Revista de Economia Política, v. 12, n. 3 (jun.–set. de 1992), pp. 130–136.

Tavares, Maria da Conceição. “Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil”. Em: Da Substituição de importações ao capitalismo financeiro. Ensaios sobre economia brasileira. 4ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975, pp. 27–124.

Veloso, Fernando A., André Villela e Fábio Giambiagi. “Determinantes do ‘milagre’ econômico brasileiro (1968–1973). Uma análise empírica”. Revista Brasileira de Economia, v. 62, n. 2 (abr.–jun. de 2008), pp. 221–246.

Versiani, Flávio Rabelo e Maria Teresa Versiani. “A industrialização brasileira antes de 1930. Uma contribuição”. Em: Formação econômica do Brasil. A experiência da industrialização. Org. por Flávio R. Versiani e José Roberto Mendonça de Barros. 1ª ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978, pp. 121–142.

Vianna, Sérgio Besserman. “Duas tentativas de estabilização: 1951–1954”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 5, pp. 123–150.

Vianna, Sérgio Besserman. “Política econômica externa e industrialização: 1946–1951”. Em: A Ordem do progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889–1989. Org. por Marcelo de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Cap. 4, pp. 105–122.