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Eco Bras I – Atendimento correção 1a prova

Caros alunos e alunas,

a nota da primeira prova já está lançada no Siga. Haverá um atendimento sobre a correção da prova no dia 23/out, 2af, das 10:00 às 11:30. Quem tiver dúvidas sobre a nota, ou quiser entendê-la melhor, passe em meu gabinete nesse horário.

Se você não puder neste horário, pode também comparecer no horário da turma de Brasileira II no noturno, no mesmo dia.

Gustavo.

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Eco Bras I – Semana da Economia

Caros Alunos e Alunas,

como vocês certamente estão sabendo, esta semana, entre os dias 14 e 18/set, ocorrerá a Semana da Economia aqui em nossa Faculdade, com várias palestras e atividades interessantes.

Conforme avisado em sala de aula, as atividades da Semana da Economia integrarão as atividades da nossa disciplina, de forma que a presença será conferida conforme a participação de vocês nos eventos que ocorrem nos horários das nossas aulas.

Independente disso, a participação de vocês na Semana como um todo é recomendada.

Confira a programação e inscreva-se em: https://goo.gl/gv9uUE

Gustavo.

Eco Bras I – Programa da Disciplina

ECO-030 – Economia Brasileira Contemporânea I

2o Semestre 2017

Prof. Gustavo Barros

http://gustavo.barros.nom.br

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Objetivos do curso

Este curso visa oferecer uma visão geral da história econômica do Brasil ao longo das aproximadamente cinco décadas que vão desde os desdobramentos da crise de 1929 até a crise da dívida no início da década de 1980. A economia brasileira viveu grandes transformações ao longo desse período, através do processo de industrialização por substituição de importações, com as altas taxas de crescimento do produto que o acompanharam. Mas também foi marcada por recorrentes crises do setor externo, bem como por taxas de inflação relativamente elevadas e distorções econômicas diversas.

O curso está estruturado de maneira, grosso modo, cronológica e tem por eixo básico esse processo de industrialização – sua caracterização, sua evolução, seus determinantes, seus condicionantes, seus desdobramentos. Mas o curso procura também elaborar tanto a diversidade de interpretações e abordagens sobre o período quanto as diversas dimensões desse processo histórico de transformação. Nesse sentido, de forma articulada a esse eixo central, elaboraremos ao longo do curso temas e questões como: a condução da política econômica e a atuação dos grupos sociais, a situação das contas externas, o pensamento econômico, as dimensões política e social do processo, o cenário internacional entre outros.

Leituras e acompanhamento do curso

O curso baseia-se na combinação de aulas expositivas, discussão em sala de aula e leitura da bibliografia indicada. As atividades em sala de aula e a leitura dos textos são estritamente complementares, e devem ser desenvolvidas paralelamente pelo(a) aluno(a). Sem a leitura da bibliografia indicada, a compreensão adequada das aulas expositivas e a participação em sala de aula ficam prejudicadas. Por outro lado, o objetivo das aulas expositivas é justamente mapear os aspectos principais da bibliografia em discussão, facilitando assim a adequada compreensão dos textos. A leitura da bibliografia indicada, portanto, deve ser feita ao longo do curso e em paralelo com as aulas correspondentes, e não “em bloco” na iminência das provas.

A bibliografia específica de cada item do programa está indicada abaixo. Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento das aulas. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

Programa

  1. Introdução

Parte I – Primeiro governo Vargas (1930-1945): Revolução e mudança no padrão de acumulação

  1. A Crise de 1929 e a Grande Depressão: políticas econômicas e consequências

  • Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)*

  • Silber (1978)*

  • Pelaez (1968)

  • Dean (1991, cap. 10, p. 194-220)

  • Furtado (1991, caps. XXVI a XXIX, p. 151-73)

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, itens 1 e 2, p. 73-90)

  1. O Estado Novo e a economia brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

  • Furtado (1991, cap. XXXIII, p. 204-216)*

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, item 3, p. 90-104)*

  • Malan et al. (1977, cap.3, seções 3.2.1 e 3.3.1, p. 125-142, 155-164)

  • Corsi (1999)

Parte II – A Quarta República (1945-1964): Desenvolvimentismo, nacionalismo, populismo

  1. Governo Dutra

  • Vianna, “Política econômica externa e industrialização”, em Abreu (1990, cap. 4, p. 105-122)*

  • Furtado (1991, caps. XXXIV a XXXVI, p. 217-242)

  • Malan et al. (1977, cap.3, seções 3.2.2 e 3.3.2, p. 142-154, 164-177)

  1. Segundo governo Vargas

  • Vianna, “Duas tentativas de estabilização: 1951-1954”, em Abreu (1990, cap. 5, p. 123-150)*

  • Fonseca (2010)

  1. Nacional desenvolvimentismo, populismo

  • Bielschowsky (2000, cap. 5, itens 5.3 e 5.4, p. 103-162)*

  • Gomes (1996)

  1. JK e o Plano de Metas

  • Orenstein e Sochaczewski, “Democracia com desenvolvimento: 1956-1961”, em Abreu (1990, cap. 7, p. 171-195)*

  • Lafer (2003)

  1. A crise dos anos 1960

  • Mesquita, “Inflação, estagnação e ruptura”, em Abreu (2014, cap. 9, p. 179-196)*

  • Abreu, “Inflação, estagnação e ruptura”, em Abreu (1990, cap. 8, p. 197-212)

  • Mesquita (1992, cap. 5, p. 237-266)

Parte III – Ditadura militar (1964-1980): Das reformas à crise

  1. PAEG: Estabilização e reformas

  • Simonsen (1974b, cap. VI)*

  • Resende, “Estabilização e reforma: 1964-1967”, em Abreu (1990, cap. 9, p. 213-231)

  • Simonsen (1974a, cap. V)

  1. O “milagre econômico”

  • Lago, “A Retomada do crescimento e as distorções do ‘milagre’: 1967-1973”, em Abreu (2014, cap. 11, p. 213-239)*

  • Veloso et al. (2008)
  1. O II PND

  • Castro (1985, “Introdução”, itens 1 e 2, “O ganho de divisas decorrente dos grandes programas setoriais”, p. 11-47, 56-60)*

  • Carneiro, “Crise e esperança: 1974-1980”, em Abreu (1990, cap. 11, p. 295-322)

  1. Crescimento econômico, endividamento e crise

Parte IV – O processo de industrialização brasileiro

  1. Industrialização antes de 1930: Café e indústria

  • Saes (1989)*

  • Furtado (1991, caps. XXVI a XXIX, p. 151-173)

  • Versiani e Versiani (1978)

  1. Industrialização por substituição de importações (ISI)

  • Prebisch (2000, itens I a III, p. 71-92)*

  • Tavares (1975, parte I, “O processo de substituição de importações como modelo de desenvolvimento na América Latina”, e parte II, item E, “Conclusões”, p. 29-58, 97-115)*

  • Prebisch (2000, itens IV a VII, p. 92-136)

  • Tavares (1975, parte II, “O caso do Brasil”, p. 59-97, 115-124)

  • Fishlow (1972)

Avaliação

A avaliação constará de duas provas em sala de aula e da realização de quatro verificações de leitura ao longo do curso. Cada uma das provas comporá 40% da nota final e o conjunto das verificações de leitura os 20% restantes. Haverá uma prova de segunda chamada ao final do curso cobrindo toda a matéria, para aqueles que eventualmente tenham perdido uma das provas, por qualquer motivo. A segunda chamada será destinada apenas aos alunos que efetivamente tenham perdido alguma das provas.

Os textos que serão objetos de verificação de leitura, com as respectivas datas de encerramento de prazo, são os seguintes (para a referência completa, veja a bibliografia abaixo):

  • Verificação de leitura 1, até 21/ago: Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)

  • Verificação de leitura 2, até 6/set: Furtado (1991, caps. XXXIII a XXXV, p. 204-232)

  • Verificação de leitura 3, até 18/out: Bielschowsky (2000, cap. 5, item 5.3, p. 103-127)

  • Verificação de leitura 4, até 15/nov: Tavares (1975, parte I, itens A a C, p. 29-53)

Observações:

  • As verificações de leitura serão feitas na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle), cujo acesso se dá através do Siga (http://siga.ufjf.br/).

  • Cada verificação de leitura é composta de 20 questões V/F e tem duração de até 2h. A consulta ao texto é permitida e até mesmo estimulada. Mas o estudo prévio do texto é necessário, mesmo que você precise retornar a ele durante a realização da avaliação.

  • Cada uma das verificações de leitura estará aberta por pelo menos três dias corridos, com os prazos se encerrando nas datas acima (cheque os horários exatos na plataforma).

  • Estas avaliações tem o propósito de ser o que o nome diz: uma verificação de leitura, vale dizer, o que ela procura avaliar é a sua leitura e compreensão do conteúdo do texto indicado. Portanto, se um determinado item é “verdadeiro” ou “falso” deve ser decidido por você pelo critério do que o texto indicado afirma, ou não afirma. E não de um ponto de vista mais geral, ou na opinião de uma outro autor ou pessoa qualquer.

  • Durante a duração da avaliação, você poderá retornar e revisar as suas respostas. Mas uma vez submetida a avaliação ao sistema, as respostas não poderão mais ser alteradas.

Site

Eu usarei o meu site (http://gustavo.barros.nom.br) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá.

Além dos posts e avisos, vocês encontram na página da disciplina (https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2017-2o-economia-brasileira-i/) uma série de materiais complementares (vídeos, documentários etc) que trata de assuntos correlatos aos que discutiremos ao longo do curso e pode ser do interesse de vocês.

Bibliografia

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Cem anos de política econômica republicana, 1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Dois séculos de política econômica no Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

Bielschowsky, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: O Ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 5. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.

Castro, Antonio Barros de. Ajustamento X Transformação. A economia brasileira de 1974 a 1984. In: Castro, Antonio Barros de; Souza, Francisco Eduardo Pires de. A Economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. p. 11-95.

Corsi, Francisco L. O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha e os rumos da economia brasileira. História econômica e história de empresas, II.I, p. 35-68, 1999.

Cruz, Paulo Davidoff. Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta. In: Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello; Coutinho, Renata (Orgs.). Desenvolvimento capitalista no Brasil: Ensaios sobre a crise. v. 2, São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 59-106.

Cruz, Paulo Davidoff. O endividamento externo e as políticas governamentais. In: Dívida externa e política econômica: A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984. Cap. 2. p. 28-92.

Dean, Warren. A Industrialização de São Paulo (1880-1945). 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991.

Fishlow, Albert. Origens e consequências da substituição de importações no Brasil. Estudos Econômicos, v. 2, n. 6, p. 7-75, dez. 1972.

Fishlow, Albert. A dívida externa latino-americana: um caso de desenvolvimento com incerteza. Pesquisa e Planejamento Econômico, 11 (2), p. 283-322, ago 1981.

Fonseca, Pedro Cezar Dutra. Nem ortodoxia nem populismo: o segundo governo Vargas e a economia brasileira. Tempo, 14 (28), p. 19-58, 2010.

Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. 24. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991.

Gomes, Angela M. C. O populismo e as ciências sociais no Brasil: notas sobre a trajetória de um conceito. Tempo, 1 (2), p. 31-58, 1996.

Lafer, Celso. O Planejamento no Brasil: Observações sobre o Plano de Metas (1956-1961). In: Mindlin, Betty (Org.). Planejamento no Brasil. 5. ed., São Paulo: Perspectiva, 2003. p. 29-50.

Malan, Pedro S.; Bonelli, Regis; Abreu, Marcelo de P.; Pereira, José Eduardo de C. Política econômica externa e industrialização no Brasil (1938/52). Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1977.

Mesquita, Mário Magalhães Carvalho. 1961-1964: A Política econômica sob Quadros e Goulart. Dissertação de mestrado, PUC-RJ, 1992.

Peláez, Carlos Manoel. A Balança comercial, a Grande Depressão e a industrialização brasileira. Revista Brasileira de Economia, Ano XXII, n. 1, p. 15-47, março 1968.

Prebisch, Raúl. O Desenvolvimento econômico da América Latina e alguns dos seus problemas principais. In: Bielschowsky, R. (org.). Cinquenta anos de pensamento na CEPAL. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 69-136.

Saes, Flávio Azevedo Marques de. A Controvérsia sobre a industrialização na Primeira República. Estudos Avançados, vol. 3, no 7, p. 20-39, set/dez 1989.

Silber, Simão. Análise da política econômica e do comportamento da economia brasileira durante o período 1929/1939. In: Versiani, Flávio Rabelo; Barros, José Roberto Mendonça de. Formação Econômica do Brasil: A Experiência da industrialização. 1a ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978. p. 187-207.

Simonsen, Mario Henrique. A política anti-inflacionária. In: Simonsen, Mario Henrique; Campos, Roberto de Oliveira. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974a. cap. V, p. 79-118.

Simonsen, Mario Henrique. A Imaginação reformista. In: Simonsen, Mario Henrique; Campos, Roberto de Oliveira. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974b. cap. VI, p. 119-50.

Szmrecsányi, Tamás. História econômica, teoria econômica e economia aplicada. Revista de Economia Política, vol. 12, n. 3, jul-set 1992. p. 130-36.

Tavares, Maria da Conceição. Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil. In: ______. Da Substituição de importações ao capitalismo financeiro: Ensaios sobre economia brasileira. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. p. 27-124.

Veloso, Fernando A.; Villela, André; Giambiagi, Fábio. Determinantes do “milagre” econômico brasileiro (1968-1973): Uma análise empírica. Revista Brasileira de Economia, v. 62, n. 2, p. 221-246, Abr-Jun 2008.

Versiani, Flávio Rabelo; Versiani, Maria Teresa. A industrialização brasileira antes de 1930: uma contribuição. In: Versiani, Flávio R.; Barros, José Roberto Mendonça de (Orgs.). Formação econômica do Brasil: A experiência da industrialização. 1. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978. p. 121-42.