Author Archives: Gustavo

Eco Bras II – Cancelamento aula 16/ago

Caros Alunos e Alunas,

conforme avisado em sala, esta semana eu estarei em viagem por compromissos profissionais e, por esse motivo, nós não teremos aula no dia 16/ago.

Gustavo.

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Eco Bras I – Cancelamento aula 17/ago

Caros Alunos e Alunas,

conforme avisado em sala, esta semana eu estarei em viagem por compromissos profissionais e, por esse motivo, nós não teremos aula no dia 17/ago.

Gustavo.

Eco Bras II – Programa da Disciplina

ECO-036 – Economia Brasileira Contemporânea II

2o Semestre 2018

Prof. Gustavo Barros

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Objetivos do curso

Este curso visa oferecer uma visão geral da história econômica do Brasil desde a crise da dívida externa, no início da década de 1980, até o período recente. Na esteira da crise da dívida, a economia brasileira foi levada a um processo de desaceleração e de fortes desequilíbrios – incluindo tanto uma deterioração fiscal quanto, sobretudo, um agudo processo inflacionário – resultando na chamada “década perdida”. O país respondeu a essa crise através da realização de um expressivo conjunto de reformas, concentradas ao longo da década de 1990, dentre as quais se destacam a estabilização monetária, a abertura comercial e financeira e as privatizações. Esse esforço reformista levou a importantes transformações na economia brasileira, tanto do ponto de vista do seu funcionamento interno quanto de suas relações com o exterior. Através dessa mudança de modelo de desenvolvimento a economia brasileira pôde reduzir as distorções econômicas mas, por outro lado, não tem conseguido retomar o ritmo de crescimento que caracterizou o modelo anterior.

Em paralelo a esse processo de transformação da economia brasileira, observamos no período importantes mudanças na economia mundial e, portanto, no ambiente no qual a economia brasileira se insere. Destas amplas transformações destacam-se o processo de globalização, em suas dimensões comercial, produtiva e financeira, e a ascensão da China no cenário internacional.

O curso está estruturado em quatro partes. As três primeiras organizadas de maneira mais cronológica, enquanto a última adota uma abordagem temática. O eixo central do curso está no estudo do conjunto de reformas realizado ao longo do período – a crise como seu antecedente e uma de suas grandes motivações – e na caracterização da economia brasileira que emerge após esse esforço reformista. O curso procura também elaborar tanto a diversidade de interpretações e abordagens sobre o período quanto as diversas dimensões desse processo histórico de transformação. Nesse sentido, de forma articulada a esse eixo central, elaboraremos ao longo do curso temas e questões como: a condução da política econômica, a situação das contas externas, o pensamento econômico, as dimensões política e social do processo, o cenário internacional entre outros. Entre os temas contemporâneos de que trataremos estão a inserção internacional da economia brasileira, a questão da desigualdade e das políticas sociais e, por fim, algumas considerações sobre as nossas perspectivas de desenvolvimento.

Leituras e acompanhamento do curso

O curso baseia-se na combinação de aulas expositivas, discussão em sala de aula e leitura da bibliografia indicada. As atividades em sala de aula e a leitura dos textos são estritamente complementares, e devem ser desenvolvidas paralelamente pelo(a) aluno(a). Sem a leitura da bibliografia indicada, a compreensão adequada das aulas expositivas e a participação em sala de aula ficam prejudicadas. Por outro lado, o objetivo das aulas expositivas é justamente mapear os aspectos principais da bibliografia em discussão, facilitando assim a adequada compreensão dos textos. A leitura da bibliografia indicada, portanto, deve ser feita ao longo do curso e em paralelo com as aulas correspondentes, e não “em bloco” na iminência das provas.

A bibliografia específica de cada item do programa está indicada abaixo. Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento das aulas. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

Programa

Parte I – A crise dos anos 1980

  1. Antecedentes da crise

  • Saes e Saes (2013, cap. 18 e cap. 19 item 1, p. 455-480)*

  • Cruz (1983)

  • Carneiro, “Crise e esperança: 1974-1980”, em Abreu (1990, cap. 11, p. 295-322)

  1. Política de ajustamento

  • Carneiro e Modiano, “Ajuste externo e desequilíbrio interno: 1980-1984”, em Abreu (1990, cap. 12, p. 323-346)*

  • Cruz (1984, p. 69-92)*

  • Castro (1985, item 3, p. 48-72)

  • Tavares e Assis (1985, cap. IV, p. 69-88)

Parte II – Inflação e planos de estabilização

  1. Caracterização do processo inflacionário

  1. Planos de estabilização

Parte III – A década das reformas e o período recente

  1. Críticas à industrialização por substituição de importações

  1. Neoliberalismo e Consenso de Washington

  • Fiori (1996)*

  • Fiori, “Os moedeiros falsos”, em Fiori (1997, p. 11-21)

  1. Privatização

  1. Abertura comercial e financeira, reestruturação industrial

  1. O governo FHC

  • Giambiagi, “Estabilização, reformas e desequilíbrios macroeconômicos: Os anos FHC (1995-2002)”, em Giambiagi et al. (2005, cap. 7, p. 166-195)*

  • Werneck, “Consolidação da estabilização e reconstrução institucional, 1995-2002”, em Abreu (2014, cap. 16, p. 331-356)*

  1. O governo Lula

Parte IV – Questões contemporâneas

  1. Inserção internacional

  1. Indústria, política industrial

  1. Desigualdade, pobreza e políticas sociais

  • IPEA (2012)*

  • Ramos e Mendonça, “Pobreza e desigualdade de renda no Brasil”, em Giambiagi et all. (2005, cap. 14, p. 355-377)

Avaliação

A avaliação constará de duas provas em sala de aula e da realização de seis verificações de leitura na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle). A primeira prova terá peso de 30% e a segunda prova de 40%. A média aritmética do conjunto das verificações de leitura comporá os 30% restantes da nota final. Haverá uma prova de segunda chamada ao final do curso apenas para os(as) alunos(as) que efetivamente tenham perdido alguma das provas, nos termos do Regulamento Acadêmico da Graduação, mediante requerimento devidamente justificado.

Cada um dos horários (19:00-21:00 e 21:00-23:00) terá controle de presença independente. O conferimento de frequência pressupõe a presença contínua do(a) aluno(a) em sala do início até o final da aula (em cada um dos horários). Não será atribuída “meia presença”. O abono de faltas se dá apenas nos termos do Regulamento Acadêmico da Graduação e deve ser solicitado diretamente à coordenação de curso.

Os textos que serão objeto de verificação de leitura, com as respectivas datas de encerramento de prazo, são os seguintes (para a referência completa, veja a bibliografia abaixo):

  • Verificação de leitura 1, até 29/ago: Simonsen (1985)

  • Verificação de leitura 2, até 12/set: Modiano, “A ópera dos três Cruzados: 1985-1990”, em Abreu (2014, cap. 14, itens 1 a 5, p. 281-297)

  • Verificação de leitura 3, até 26/set: Batista Jr. (1996)

  • Verificação de leitura 4, até 24/out: Fiori (1996)

  • Verificação de leitura 5, até 7/nov: Giambiagi, “Estabilização, reformas e desequilíbrios macroeconômicos: Os anos FHC (1995-2002)”, em Giambiagi et al. (2005, cap. 7, p. 166-195)

  • Verificação de leitura 6, até 21/nov: Anderson (2011)

Observações:

  • As verificações de leitura serão feitas na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle), cujo acesso se dá através da página https://ead.ufjf.br com o seu número de matrícula e a sua senha do Siga.

  • Cada verificação de leitura é composta de 20 questões V/F e tem duração de até 2 horas corridas. A consulta ao texto é permitida e até mesmo estimulada. Mas o estudo prévio do texto é necessário, mesmo que você precise retornar a ele durante a realização da avaliação.

  • As datas acima são os prazos de encerramento de cada uma das verificações de leitura, cheque as datas e horários exatos na plataforma.

  • Estas avaliações têm o propósito de ser o que o nome diz: uma verificação de leitura, vale dizer, o que ela procura avaliar é a sua leitura e compreensão do conteúdo do texto indicado. Portanto, se um determinado item é “verdadeiro” ou “falso” deve ser decidido por você pelo critério do que o texto indicado afirma, ou não afirma. E não de um ponto de vista mais geral, ou na opinião de uma outro autor ou pessoa qualquer.

  • Você tem apenas uma tentativa para a realização da verificação de leitura. Uma vez iniciada, você terá até duas horas corridas para realizá-la (mesmo que haja algum tipo de interrupção do sistema é possível retornar durante esse período). Durante a duração da avaliação, você poderá retornar e revisar as suas respostas. Mas uma vez submetida a avaliação ao sistema, ou encerrado o tempo disponível, as respostas não poderão mais ser alteradas.

Site

Eu usarei o meu site (https://gustavo.barros.nom.br) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá.

Além dos posts e avisos, vocês encontram na página da disciplina (https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2018-2o-economia-brasileira-ii/) uma série de materiais complementares (vídeos, documentários etc) que trata de assuntos correlatos aos que discutiremos ao longo do curso e pode ser do interesse de vocês.

Bibliografia

Abreu, Marcelo de Paiva (Org.). A Ordem do progresso: Cem anos de política econômica republicana, 1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.

Abreu, Marcelo de Paiva (Org.). A Ordem do progresso: Dois séculos de política econômica no Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

Almeida, Mansueto. Desafios da real política industrial brasileira do século XXI. Texto para discussão IPEA, n. 1452, Brasília: IPEA, dezembro de 2009.

Anderson, Perry. O Brasil de Lula. Novos Estudos – CEBRAP, n. 91, nov. 2011. p. 23-52.

Artigos na imprensa sobre o Plano Cruzado. Revista de Economia Política, v. 6, n. 3, p. 121-51, julho-setembro 1986.

Baer, Werner. A Economia brasileira. 3. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Nobel, 2009.

Batista Jr., Paulo Nogueira. O Plano Real à luz da experiência mexicana e argentina. Estudos Avançados, 10 (28), p. 127-97, 1996.

Bonelli, Regis; Pessôa, Samuel de Abreu. Desindustrialização no Brasil: Um resumo da evidência. Texto para discussão no 7, FGV-IBRE, março 2010.

BresserPereira, Luiz Carlos. Os dois congelamentos de preços no Brasil. Revista de Economia Política, v. 8, n. 4, p. 48-65, out-dez 1988.

BresserPereira, Luiz Carlos; Nakano, Yoshiaki. Fatores aceleradores, mantenedores e sancionadores da inflação. Revista de Economia Política, v. 4, n. 1, p. 5-21, janeiro-março 1984.

BresserPereira, Luiz Carlos; Nakano, Yoshiaki. Hiperinflação e estabilização no Brasil: O primeiro Plano Collor. Revista de Economia Política, v. 11, n. 4, p. 89-113, out-dez 1991.

Cardoso Jr., José Celso (Org.). Desafios ao desenvolvimento brasileiro: Contribuições do conselho de orientação do Ipea. Brasília: Ipea, 2009. (Série Eixos Estratégicos do Desenvolvimento Brasileiro, Livro 1).

Castro, Antonio Barros de. Ajustamento x transformação, A economia brasileira de 1974 a 1984. In: Castro, Antonio Barros de; Souza, Francisco Eduardo Pires de. A economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

(A) Crise do Plano Cruzado, Revista de Economia Política, v. 7, n. 2, p. 131-49, abril-junho 1987.

Cruz, Paulo Davidoff. Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta. In: Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello; Coutinho, Renata (Orgs.).Desenvolvimento capitalista no Brasil: Ensaios sobre a crise. v. 2, São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 59-106.

Cruz, Paulo Davidoff. O endividamento externo e as políticas governamentais. In: Dívida externa e política econômica: A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984. Cap. 2. p. 28-92.

Ferraz, João Carlos; Kupfer, David; Iooty, Mariana. Competitividad industrial en Brasil – 10 años después de la liberalización. Revista de la CEPAL, 82, p. 91-119, Abril 2004.

Fiori, José Luís. Consenso de Washington. Palestra proferida no Centro Cultural Banco do Brasil em 04/09/1996.

Fiori, José Luís. Os moedeiros falsos. 4a ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

Giambiagi, Fabio; Villela, André; Castro, Lavínia Barros de; Hermann, Jennifer (Orgs.). A Economia brasileira contemporânea (1945-2004). 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Giambiagi, Fabio; Villela, André; Castro, Lavínia Barros de; Hermann, Jennifer (Orgs.). A Economia brasileira contemporânea (1945-2010). 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

Giambiagi, Fábio; Moreira, Maurício Mesquita (Orgs.). A Economia brasileira nos anos 1990. Rio de Janeiro: BNDES, 1999.

Gremaud, Amaury Patrick; Vasconcellos, Marco Antonio Sandoval de; Toneto Jr., Rudinei. Economia brasileira contemporânea. 7. ed., São Paulo: Atlas, 2012.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Inserção internacional brasileira. Brasília: Ipea, 2010. (Série Eixos Estratégicos do Desenvolvimento Brasileiro, Livro 3, 2 v.).

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar. Brasília: Ipea, 2011.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). A Década Inclusiva (2001-2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda. [S.l.]: Ipea, 25 de setembro de 2012. (Comunicados do IPEA, n. 155).

Krueger, Anne O. Trade Policy and Economic Development: How We Learn. The American Economic Review, vol. 87, n. 1, p. 1-22, Mar. 1997.

Lopes, Francisco. Inflação inercial, hiperinflação e desinflação: Notas e conjecturas. In: ______. O Choque heterodoxo: Combate à inflação e reforma monetária. Rio de Janeiro: Campus, 1986. p. 121-43.

Macario, Santiago. Proteccionismo e industrialización en América Latina. Boletín Económico de América Latina, Vol. IX, 1964. p. 63-102.

Oreiro, José Luis; Feijó, Carmem A. Desindustrialização: conceituação, causas, efeitos e o caso brasileiro. Revista de Economia Política, vol. 30, no 2 (118), pp. 219-232, abril-junho/2010.

Pastore, Affonso Celso; Pinotti, Maria Cristina. Inflação e estabilização: Algumas lições da experiência brasileira. Revista Brasileira de Economia, 53 (1), p. 3-40, jan-mar 1999.

Resende, André Lara. A moeda indexada: uma proposta para eliminar a inflação inercial. In: Rego, José Márcio (Org.). Inflação inercial, teorias sobre inflação e o Plano Cruzado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. p. 149-58.

Saes, Flávio Azevedo Marques de; Saes, Alexandre Macchione. Historia econômica geral. São Paulo: Saraiva, 2013.

Simonsen, Mário Henrique. A inflação brasileira: Lições e perspectivas. Revista de Economia Política, v. 5, n. 4, p. 15-30, outubro-dezembro 1985.

Simonsen, Mário Henrique. Aspectos técnicos do Plano Collor. In: Faro, Clovis de (Org.). Plano Collor: Avaliações e perspectivas. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1990. p. 113-28.

Tavares, Maria da Conceição; Assis, José Carlos de. O Grande salto para o caos: A economia e a política econômica do regime autoritário. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985.

Eco Bras I – Programa da Disciplina

ECO-030 – Economia Brasileira Contemporânea I

2o Semestre 2018

Prof. Gustavo Barros

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Objetivos do curso

Este curso visa oferecer uma visão geral da história econômica do Brasil ao longo das aproximadamente cinco décadas que vão desde os desdobramentos da crise de 1929 até a crise da dívida no início da década de 1980. A economia brasileira viveu grandes transformações ao longo desse período, através do processo de industrialização por substituição de importações, com as altas taxas de crescimento do produto que o acompanharam. Mas também foi marcada por recorrentes crises do setor externo, bem como por taxas de inflação relativamente elevadas e distorções econômicas diversas.

O curso está estruturado de maneira, grosso modo, cronológica e tem por eixo básico esse processo de industrialização – sua caracterização, sua evolução, seus determinantes, seus condicionantes, seus desdobramentos. Mas o curso procura também elaborar tanto a diversidade de interpretações e abordagens sobre o período quanto as diversas dimensões desse processo histórico de transformação. Nesse sentido, de forma articulada a esse eixo central, elaboraremos ao longo do curso temas e questões como: a condução da política econômica e a atuação dos grupos sociais, a situação das contas externas, o pensamento econômico, as dimensões política e social do processo, o cenário internacional entre outros.

Leituras e acompanhamento do curso

O curso baseia-se na combinação de aulas expositivas, discussão em sala de aula e leitura da bibliografia indicada. As atividades em sala de aula e a leitura dos textos são estritamente complementares, e devem ser desenvolvidas paralelamente pelo(a) aluno(a). Sem a leitura da bibliografia indicada, a compreensão adequada das aulas expositivas e a participação em sala de aula ficam prejudicadas. Por outro lado, o objetivo das aulas expositivas é justamente mapear os aspectos principais da bibliografia em discussão, facilitando assim a adequada compreensão dos textos. A leitura da bibliografia indicada, portanto, deve ser feita ao longo do curso e em paralelo com as aulas correspondentes, e não “em bloco” na iminência das provas.

A bibliografia específica de cada item do programa está indicada abaixo. Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento das aulas. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

Programa

  1. Introdução

Parte I – Primeiro governo Vargas (1930-1945): Revolução e mudança no padrão de acumulação

  1. A Crise de 1929 e a Grande Depressão: políticas econômicas e consequências

  • Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)*

  • Silber (1978)*

  • Pelaez (1968)

  • Dean (1991, cap. 10, p. 194-220)

  • Furtado (1991, caps. XXVI a XXIX, p. 151-73)

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, itens 1 e 2, p. 73-90)

  1. O Estado Novo e a economia brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

  • Furtado (1991, cap. XXXIII, p. 204-216)*

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, item 3, p. 90-104)*

  • Malan et al. (1977, cap. 3, seções 3.2.1 e 3.3.1, p. 125-142, 155-164)

  • Corsi (1999)

Parte II – 1945-1964: Desenvolvimentismo, nacionalismo, populismo

  1. Governo Dutra

  • Vianna, “Política econômica externa e industrialização”, em Abreu (1990, cap. 4, p. 105-122)*

  • Furtado (1991, caps. XXXIV a XXXVI, p. 217-242)*

  • Malan et al. (1977, cap. 3, seções 3.2.2 e 3.3.2, p. 142-154, 164-177)

  1. Segundo governo Vargas

  • Vianna, “Duas tentativas de estabilização: 1951-1954”, em Abreu (1990, cap. 5, p. 123-150)*

  • Fonseca (2010)

  1. Nacional desenvolvimentismo, populismo

  • Bielschowsky (2000, cap. 5, itens 5.3 e 5.4, p. 103-162)*

  • Gomes (1996)

  1. JK e o Plano de Metas

  • Orenstein e Sochaczewski, “Democracia com desenvolvimento: 1956-1961”, em Abreu (1990, cap. 7, p. 171-195)*

  • Lafer (2003)

  1. A crise dos anos 1960

  • Mesquita, “Inflação, estagnação e ruptura”, em Abreu (2014, cap. 9, p. 179-196)*

  • Mesquita (1992, cap. 5, p. 237-266)

Parte III – Ditadura militar (1964-1980): Reformas e crise

  1. PAEG: Estabilização e reformas

  • Resende, “Estabilização e reforma: 1964-1967”, em Abreu (1990, cap. 9, p. 213-231)*

  • Simonsen (1974)

  1. O “milagre econômico”

  • Lago, “A Retomada do crescimento e as distorções do ‘milagre’: 1967-1973”, em Abreu (2014, cap. 11, p. 213-239)*

  • Veloso et al. (2008)
  1. O II PND

  • Castro (1985, “Introdução”, itens 1 e 2, “O ganho de divisas decorrente dos grandes programas setoriais”, p. 11-47, 56-60)*

  • Carneiro, “Crise e esperança: 1974-1980”, em Abreu (1990, cap. 11, p. 295-322)

  1. Crescimento econômico, endividamento e crise

Parte IV – O processo de industrialização brasileiro

  1. Industrialização antes de 1930: Café e indústria

  1. Industrialização por substituição de importações (ISI)

Avaliação e presença

A avaliação constará de duas provas em sala de aula e da realização de seis verificações de leitura na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle). A primeira prova terá peso de 30% e a segunda prova de 40%. A média aritmética do conjunto das verificações de leitura comporá os 30% restantes da nota final. Haverá uma prova de segunda chamada ao final do curso apenas para os(as) alunos(as) que efetivamente tenham perdido alguma das provas, nos termos do Regulamento Acadêmico da Graduação, mediante requerimento devidamente justificado.

Cada um dos horários (14:00-16:00 e 16:00-18:00) terá controle de presença independente. O conferimento de frequência pressupõe a presença contínua do(a) aluno(a) em sala do início até o final da aula (em cada um dos horários). Não será atribuída “meia presença”. O abono de faltas se dá apenas nos termos do Regulamento Acadêmico da Graduação e deve ser solicitado diretamente à coordenação de curso.

Os textos que serão objeto de verificação de leitura, com as respectivas datas de encerramento de prazo, são os seguintes (para a referência completa, veja a bibliografia abaixo):

  • Verificação de leitura 1, até 29/ago: Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)

  • Verificação de leitura 2, até 12/set: Silber (1978, p. 187-207)

  • Verificação de leitura 3, até 26/set: Furtado (1991, caps. XXXIII a XXXV, p. 204-232)

  • Verificação de leitura 4, até 24/out: Bielschowsky (2000, cap. 5, item 5.3, p. 103-127)

  • Verificação de leitura 5, até 7/nov: Castro (1985, “Introdução”, itens 1 e 2, p. 13-47)

  • Verificação de leitura 6, até 21/nov: Tavares (1975, parte I, itens A a C, p. 29-53)

Observações:

  • As verificações de leitura serão feitas na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle), cujo acesso se dá através da página https://ead.ufjf.br com o seu número de matrícula e a sua senha do Siga.

  • Cada verificação de leitura é composta de 20 questões V/F e tem duração de até 2 horas corridas. A consulta ao texto é permitida e até mesmo estimulada. Mas o estudo prévio do texto é necessário, mesmo que você precise retornar a ele durante a realização da avaliação.

  • As datas acima são os prazos de encerramento de cada uma das verificações de leitura, cheque as datas e horários exatos na plataforma.

  • Estas avaliações têm o propósito de ser o que o nome diz: uma verificação de leitura, vale dizer, o que ela procura avaliar é a sua leitura e compreensão do conteúdo do texto indicado. Portanto, se um determinado item é “verdadeiro” ou “falso” deve ser decidido por você pelo critério do que o texto indicado afirma, ou não afirma. E não de um ponto de vista mais geral, ou na opinião de uma outro autor ou pessoa qualquer.

  • Você tem apenas uma tentativa para a realização da verificação de leitura. Uma vez iniciada, você terá até duas horas corridas para realizá-la (mesmo que haja algum tipo de interrupção do sistema é possível retornar durante esse período). Durante a duração da avaliação, você poderá retornar e revisar as suas respostas. Mas uma vez submetida a avaliação ao sistema, ou encerrado o tempo disponível, as respostas não poderão mais ser alteradas.

Site

Eu usarei o meu site (https://gustavo.barros.nom.br/) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá.

Além dos posts e avisos, vocês encontram na página da disciplina (https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2018-2o-economia-brasileira-i/) uma série de materiais complementares (vídeos, documentários etc) que trata de assuntos correlatos aos que discutiremos ao longo do curso e pode ser do interesse de vocês.

Bibliografia

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Cem anos de política econômica republicana, 1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Dois séculos de política econômica no Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

Bielschowsky, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: O Ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 5. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.

Castro, Antonio Barros de. Ajustamento X Transformação. A economia brasileira de 1974 a 1984. In: Castro, Antonio Barros de; Souza, Francisco Eduardo Pires de. A Economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. p. 11-95.

Corsi, Francisco L. O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha e os rumos da economia brasileira. História econômica e história de empresas, II.I, p. 35-68, 1999.

Cruz, Paulo Davidoff. Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta. In: Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello; Coutinho, Renata (Orgs.). Desenvolvimento capitalista no Brasil: Ensaios sobre a crise. v. 2, São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 59-106.

Cruz, Paulo Davidoff. O endividamento externo e as políticas governamentais. In: Dívida externa e política econômica: A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984. Cap. 2. p. 28-92.

Dean, Warren. A Industrialização de São Paulo (1880-1945). 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991.

Fishlow, Albert. Origens e consequências da substituição de importações no Brasil. Estudos Econômicos, v. 2, n. 6, p. 7-75, dez. 1972.

Fishlow, Albert. A dívida externa latino-americana: um caso de desenvolvimento com incerteza. Pesquisa e Planejamento Econômico, 11 (2), p. 283-322, ago 1981.

Fonseca, Pedro Cezar Dutra. Nem ortodoxia nem populismo: o segundo governo Vargas e a economia brasileira. Tempo, 14 (28), p. 19-58, 2010.

Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. 24. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991.

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