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Eco Bras (Pós) – Programa da disciplina

Programa de Pós-Graduação em Economia – UFJF

Economia Brasileira

1o Trimestre 2018

Prof. Gustavo Barros

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Objetivos

Na esteira de importantes mudanças no cenário internacional ocorridas desde os anos 1970 e do impacto da crise da dívida nos anos 1980, com suas sequelas na forma de um surto inflacionário e severo desequilíbrio fiscal, a economia brasileira passou por um conjunto de profundas transformações no final do século passado e início deste. Essas transformações serão o objeto do curso, no qual procuraremos entender as causas e motivações que as engendraram, caracterizá-las, avaliar seus principais desdobramentos e consequências, bem como procurar compreender que perspectivas elas abrem para o desenvolvimento da economia brasileira.

Programa

Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento do curso. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

1. Introdução

Parte I: O modelo de industrialização por substituição de importações

2. Industrialização por substituição de importações (ISI)

3. Críticas cepalinas à ISI

4. Críticas liberais à ISI, debates

Parte II: O colapso

5. Cenário internacional

6. Endividamento e crise

  • Cruz (1983)*; Cruz (1984); Castro (1985)*

Parte III: As reformas

7. Da Crise às reformas

8. Estabilização

9. Abertura comercial e financeira

10. O Estado e a economia

11. As reformas em retrospecto

Parte IV: Temas contemporâneos

12. Inserção internacional do Brasil

13. Indústria, produtividade, política industrial

14. Desigualdade e políticas sociais

Avaliação

A avaliação terá por base a participação do(a) aluno(a) ao longo do trimestre e a realização de uma prova ao final do curso.

Site

Eu usarei o meu site (https://gustavo.barros.nom.br/) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá. Em particular, a página da nossa disciplina é https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2018-1o-economia-brasileira-pos-graduacao/, onde vocês encontram o programa e onde estarão centralizados os posts e avisos.

Bibliografia

Almeida, Mansueto. Desafios da real política industrial brasileira do século XXI. Texto para discussão IPEA, n. 1452, Brasília: IPEA, dezembro de 2009.

Anderson, Perry. O Brasil de Lula. Novos Estudos – CEBRAP, n. 91, p. 23-52, nov. 2011.

Baer, Werner. Import Substitution and Industrialization in Latin Amercia: Experiences and Interpretations. Latin American Research Review, vol. 7, n. 1, p. 95-122, Spring 1972.

Barbosa-Filho, Nelson H. Inflation targeting in Brazil: 1999–2006. International Review of Applied Economics, vol. 22, n. 2, p. 187–200, March 2008.

Barros, Ricardo; Carvalho, Mirela de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane. Determinantes da queda na desigualdade de renda no Brasil. Texto para discussão IPEA n. 1460, Rio de Janeiro, janeiro de 2010.

Batista Jr., Paulo Nogueira. O Plano Real à luz da experiência mexicana e argentina. Estudos Avançados, 10 (28), p. 127-97, 1996.

Bonelli, Regis; Fonseca, Renato. Ganhos de produtividade e de eficiência: novos resultados para a economia brasileira. Pesquisa e Planejamento Econômico, vol. 28, n. 2, p. 273-314, ago. 1998.

Bonelli, Regis; Pessôa, Samuel de Abreu. Desindustrialização no Brasil: Um resumo da evidência. Texto para discussão no 7, FGV-IBRE, março 2010.

Bruton, Henry J. A Reconsideration of Import Substitution. Journal of Economic Literature, vol. 36, n. 2, p. 903-936, Jun. 1998.

Castro, Antonio Barros de. Ajustamento X Transformação: A economia brasileira de 1974 a 1984. In: Castro, Antonio Barros de; Souza, Francisco Eduardo Pires de. A Economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. p. 11-95.

Castro, Antonio Barros de. From semi-stagnation to growth in a sino-centric market. Revista de Economia Política, v. 28, n. 1, p. 3-27, jan-mar/2008.

Cheptea, Angela. Who gains and who loses from China’s growth? Paper presented at the 131st European Association of Agricultural Economists Seminar, Prague, Czech Republic, September 18-19, 2012.

Cruz, Paulo Davidoff. Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta. In: Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello; Coutinho, Renata (Orgs.).Desenvolvimento capitalista no Brasil: Ensaios sobre a crise. v. 2, São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 59-106.

Cruz, Paulo Davidoff. O endividamento externo e as políticas governamentais. In: Dívida externa e política econômica: A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984. Cap. 2. p. 28-92.

Ferraz, João Carlos; Kupfer, David; Iooty, Mariana. Competitividad industrial en Brasil – 10 años después de la liberalización. Revista de la CEPAL, 82, p. 91-119, Abril 2004.

Fiori, José Luís. Os moedeiros falsos. Em: Os moedeiros falsos. Petrópolis: Vozes, 1998a. pp. 11–21.

Fiori, José Luís. Neoliberalismo e políticas públicas. Em: Os moedeiros falsos. Petrópolis: Vozes, 1998b. pp. 211–223.

Fraga, Arminio. Latin America since the 1990s: Rising from the Sickbed? Journal of Economic Perspectives, vol. 18, n. 2, p. 89-106, Spring 2004.

Frieden, Jeffry. Globalization and exchange rate policy. In: Zedillo, Ernesto (ed.). The future of Globalization. New York: Routledge, 2008. p. 344-357.

Frieden, Jeffry. From the American Century to Globalization. In: Bacevich, Andrew J. The Short American Century: A Postmortem. Cambridge, MA; London: Harvard University Press, 2012. Cap. 3.

Fritsch, Winston; Franco, Gustavo H. B. Import repression, productivity slowdown, and manufactured export dynamism: Brazil, 1975-1990, Texto para discussão no 287, Departamento de Economia, PUC-RJ, setembro 1992.

Furtado, Celso. Fatores estruturais internos que impedem o desenvolvimento. In:______. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. Cap. 3.

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). A inserção do Brasil em um mundo fragmentado: Uma análise da estrutura de comércio exterior brasileiro. In: ______. Inserção internacional brasileira. Brasília: Ipea, 2010. (Série Eixos Estratégicos do Desenvolvimento Brasileiro, Livro 3, vol. 2). Cap. 9, p. 369-95.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). A Década Inclusiva (2001-2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda. [S.l.]: Ipea, 25 de setembro de 2012. (Comunicados do IPEA, n. 155).

Krueger, Anne O. Trade Policy and Economic Development: How We Learn. The American Economic Review, vol. 87, n. 1, p. 1-22, Mar. 1997.

Kume, Honorio; Piani, Guida; Souza, Carlos F. B. A política brasileira de importação no período 1987-1998: Descrição e avaliação. In: Corseuil, Carlos Henrique; Kume, Honorio (coords.). A Abertura comercial brasileira nos anos 1990: Impactos sobre emprego e salário. Rio de Janeiro: IPEA; Brasília: MTE, 2003.

Kume, Honorio; Souza, Carlos F. B. A política cambial e o desempenho do comércio exterior brasileiro no período 1990-1998. In: Corseuil, Carlos Henrique; Kume, Honorio (coords.). A Abertura comercial brasileira nos anos 1990: Impactos sobre emprego e salário. Rio de Janeiro: IPEA; Brasília: MTE, 2003.

Lopes, Francisco. Inflação inercial, hiperinflação e desinflação: Notas e conjecturas. In: ______. O Choque heterodoxo: Combate à inflação e reforma monetária. Rio de Janeiro: Campus, 1986. p. 121-43.

Macario, Santiago. Protectionism and industrialization in Latin America. Economic Bulletin for Latin America, vol. IX, 1964, p. 61-101.

Milanovic, Branko. Global Income Inequality by the Numbers: In History and Now – An Overview. Policy Research Working Paper, n. 6259, The World Bank, November 2012.

Ocampo, José Antonio. Latin America’s Growth and Equity Frustrations During Structural Reforms. Journal of Economic Perspectives, vol. 18, n. 2, p. 67-88, Spring 2004.

Pinheiro, Armando Castelar. Privatização no Brasil: Por quê? Até onde? Até quando? In: Giambiagi, Fábio; Moreira, Maurício Mesquita (Orgs.). A Economia brasileira nos anos 1990. Rio de Janeiro: BNDES, 1999. p. 147-82.

Prebisch, Raúl. O Desenvolvimento econômico da América Latina e alguns dos seus problemas principais. In: Bielschowsky, Ricardo (org.). Cinqüenta anos de pensamento na Cepal, vol. 1, Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 69-136.

Prebisch, Raúl. Hacia una dinámica del desarrollo Latinoamericano. CEPAL, 1963.

Reinhart, Carmen. Goodbye Inflation Targeting, Hello Fear of Floating? Latin America after the Global Financial Crisis. MPRA Paper No. 51352, April 2013.

Resende, André Lara. A moeda indexada: uma proposta para eliminar a inflação inercial. In: Rego, José Márcio (Org.). Inflação inercial, teorias sobre inflação e o Plano Cruzado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. p. 149-58.

Rezende, Fernando. Planejamento no Brasil: auge, declínio e caminhos para a reconstrução. Texto para discussão CEPAL-IPEA, Brasília: CEPAL-IPEA, 2010.

Rodrik, Dani. Understanding Economic Policy Reform. Journal of Economic Literature, vol. 34, n. 1, p. 9-41, Mar. 1996.

Simonsen, Mário Henrique. A inflação brasileira: Lições e perspectivas. Revista de Economia Política, v. 5, n. 4, p. 15-30, outubro-dezembro 1985.

Singer, André. Raízes sociais e ideológicas do lulismo. Novos Estudos – CEBRAP, n. 85, p. 83-102, nov. 2009.

Singer, A. Avançando o New Deal brasileiro. In: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar. Brasília: Ipea, 2011. p. 39-42.

Szmrecsányi, Tamás. História econômica, teoria econômica e economia aplicada. Revista de Economia Política, vol. 12, n. 3, jul-set 1992. p. 130-36.

Tavares, Maria da Conceição. Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil. In: ______. Da Substituição de importações ao capitalismo financeiro: Ensaios sobre economia brasileira. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975 [1964]. p. 27-124.

Taylor, Alan M. On the Costs of Inward-Looking Development: Price Distortions, Growth, and Divergence in Latin America. The Journal of Economic History, vol. 58, n. 1, p. 1-28, Mar. 1998.

Teixeira, Aloisio. O movimento geral de constituição e crise da ordem mundial. In: ______. O Ajuste impossível: Um estudo sobre a desestruturação da ordem econômica mundial e seu impacto sobre o Brasil. Tese (Doutorado) – Unicamp, Campinas, 1993. Cap. II.

Timmer, Marcel P.; Erumbana, Abdul Azeez; Losa, Bart; Stehrerb, Robert; Vries, Gaaitzen J. de. Slicing Up Global Value Chains. May, 2013.

Tyler, William; Gurgel, Angelo Costa. Brazilian Trade Policies: Some Observed and Estimated Effects of the 1990s Liberalization. Estudos Econômicos, São Paulo, vol. 39, n. 1, p. 59-88, janeiro-março 2009.

Werneck, Rogério L. F. Tax reform in Brazil: An evaluation at the crossroads. Texto para discussão n. 558, Departamento de Economia, PUC-Rio, janeiro 2008.

 

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Eco Bras I – Programa da Disciplina

ECO-030 – Economia Brasileira Contemporânea I

1o Semestre 2018

Prof. Gustavo Barros

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Objetivos do curso

Este curso visa oferecer uma visão geral da história econômica do Brasil ao longo das aproximadamente cinco décadas que vão desde os desdobramentos da crise de 1929 até a crise da dívida no início da década de 1980. A economia brasileira viveu grandes transformações ao longo desse período, através do processo de industrialização por substituição de importações, com as altas taxas de crescimento do produto que o acompanharam. Mas também foi marcada por recorrentes crises do setor externo, bem como por taxas de inflação relativamente elevadas e distorções econômicas diversas.

O curso está estruturado de maneira, grosso modo, cronológica e tem por eixo básico esse processo de industrialização – sua caracterização, sua evolução, seus determinantes, seus condicionantes, seus desdobramentos. Mas o curso procura também elaborar tanto a diversidade de interpretações e abordagens sobre o período quanto as diversas dimensões desse processo histórico de transformação. Nesse sentido, de forma articulada a esse eixo central, elaboraremos ao longo do curso temas e questões como: a condução da política econômica e a atuação dos grupos sociais, a situação das contas externas, o pensamento econômico, as dimensões política e social do processo, o cenário internacional entre outros.

Leituras e acompanhamento do curso

O curso baseia-se na combinação de aulas expositivas, discussão em sala de aula e leitura da bibliografia indicada. As atividades em sala de aula e a leitura dos textos são estritamente complementares, e devem ser desenvolvidas paralelamente pelo(a) aluno(a). Sem a leitura da bibliografia indicada, a compreensão adequada das aulas expositivas e a participação em sala de aula ficam prejudicadas. Por outro lado, o objetivo das aulas expositivas é justamente mapear os aspectos principais da bibliografia em discussão, facilitando assim a adequada compreensão dos textos. A leitura da bibliografia indicada, portanto, deve ser feita ao longo do curso e em paralelo com as aulas correspondentes, e não “em bloco” na iminência das provas.

A bibliografia específica de cada item do programa está indicada abaixo. Os itens anotados com asterisco são considerados bibliografia mínima para o acompanhamento das aulas. Porém, toda a bibliografia listada é recomendada.

Programa

  1. Introdução

Parte I – Primeiro governo Vargas (1930-1945): Revolução e mudança no padrão de acumulação

  1. A Crise de 1929 e a Grande Depressão: políticas econômicas e consequências

  • Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)*

  • Silber (1978)*

  • Pelaez (1968)

  • Dean (1991, cap. 10, p. 194-220)

  • Furtado (1991, caps. XXVI a XXIX, p. 151-73)

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, itens 1 e 2, p. 73-90)

  1. O Estado Novo e a economia brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

  • Furtado (1991, cap. XXXIII, p. 204-216)*

  • Abreu, “Crise, crescimento e modernização autoritária: 1930-1945”, em Abreu (1990, cap. 3, item 3, p. 90-104)*

  • Malan et al. (1977, cap.3, seções 3.2.1 e 3.3.1, p. 125-142, 155-164)

  • Corsi (1999)

Parte II – A Quarta República (1945-1964): Desenvolvimentismo, nacionalismo, populismo

  1. Governo Dutra

  • Vianna, “Política econômica externa e industrialização”, em Abreu (1990, cap. 4, p. 105-122)*

  • Furtado (1991, caps. XXXIV a XXXVI, p. 217-242)

  • Malan et al. (1977, cap.3, seções 3.2.2 e 3.3.2, p. 142-154, 164-177)

  1. Segundo governo Vargas

  • Vianna, “Duas tentativas de estabilização: 1951-1954”, em Abreu (1990, cap. 5, p. 123-150)*

  • Fonseca (2010)

  1. Nacional desenvolvimentismo, populismo

  • Bielschowsky (2000, cap. 5, itens 5.3 e 5.4, p. 103-162)*

  • Gomes (1996)

  1. JK e o Plano de Metas

  • Orenstein e Sochaczewski, “Democracia com desenvolvimento: 1956-1961”, em Abreu (1990, cap. 7, p. 171-195)*

  • Lafer (2003)

  1. A crise dos anos 1960

  • Mesquita, “Inflação, estagnação e ruptura”, em Abreu (2014, cap. 9, p. 179-196)*

  • Abreu, “Inflação, estagnação e ruptura”, em Abreu (1990, cap. 8, p. 197-212)

  • Mesquita (1992, cap. 5, p. 237-266)

Parte III – Ditadura militar (1964-1980): Das reformas à crise

  1. PAEG: Estabilização e reformas

  • Resende, “Estabilização e reforma: 1964-1967”, em Abreu (1990, cap. 9, p. 213-231)*

  • Simonsen (1974b, cap. VI)

  • Simonsen (1974a, cap. V)

  1. O “milagre econômico”

  • Lago, “A Retomada do crescimento e as distorções do ‘milagre’: 1967-1973”, em Abreu (2014, cap. 11, p. 213-239)*

  • Veloso et al. (2008)
  1. O II PND

  • Castro (1985, “Introdução”, itens 1 e 2, “O ganho de divisas decorrente dos grandes programas setoriais”, p. 11-47, 56-60)*

  • Carneiro, “Crise e esperança: 1974-1980”, em Abreu (1990, cap. 11, p. 295-322)

  1. Crescimento econômico, endividamento e crise

Parte IV – O processo de industrialização brasileiro

  1. Industrialização antes de 1930: Café e indústria

  • Saes (1989)*

  • Furtado (1991, caps. XXVI a XXIX, p. 151-173)

  • Versiani e Versiani (1978)

  1. Industrialização por substituição de importações (ISI)

Avaliação e presença

A avaliação constará de duas provas em sala de aula e da realização de seis verificações de leitura na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle). A primeira prova terá peso de 30% e a segunda prova de 40%. A média aritmética do conjunto das verificações de leitura comporá os 30% restantes da nota final. Haverá uma prova de segunda chamada ao final do curso cobrindo toda a matéria, para aqueles(as) que eventualmente tenham perdido uma das provas, por qualquer motivo. A segunda chamada será destinada apenas aos(às) alunos(as) que efetivamente tenham perdido alguma das provas.

Cada um dos horários (19:00-21:00 e 21:00-23:00) terá controle de presença independente. O conferimento de frequência pressupõe a presença contínua do(a) aluno(a) em sala do início até o final da aula (em cada um dos horários). Não será atribuída “meia presença”. O abono de faltas se dá apenas nos termos do Regimento Acadêmico da Graduação e deve ser solicitado diretamente à coordenação de curso.

Os textos que serão objeto de verificação de leitura, com as respectivas datas de encerramento de prazo, são os seguintes (para a referência completa, veja a bibliografia abaixo):

  • Verificação de leitura 1, até 20/mar: Furtado (1991, caps. XXX a XXXII, p. 177-203)

  • Verificação de leitura 2, até 25/mar: Silber (1978, p. 187-207)

  • Verificação de leitura 3, até 8/abr: Furtado (1991, caps. XXXIII a XXXV, p. 204-232)

  • Verificação de leitura 4, até 13/mai: Bielschowsky (2000, cap. 5, item 5.3, p. 103-127)

  • Verificação de leitura 5, até 27/mai: Castro (1985, “Introdução”, itens 1 e 2, p. 13-47)

  • Verificação de leitura 6, até 10/jun: Tavares (1975, parte I, itens A a C, p. 29-53)

Observações:

  • As verificações de leitura serão feitas na plataforma de educação à distância da UFJF (Moodle), cujo acesso se dá através do Siga (https://siga.ufjf.br/).

  • Cada verificação de leitura é composta de 20 questões V/F e tem duração de até 2 horas corridas. A consulta ao texto é permitida e até mesmo estimulada. Mas o estudo prévio do texto é necessário, mesmo que você precise retornar a ele durante a realização da avaliação.

  • Cada uma das verificações de leitura estará aberta por pelo menos três dias corridos, com os prazos se encerrando nas datas acima (cheque os horários exatos na plataforma).

  • Estas avaliações tem o propósito de ser o que o nome diz: uma verificação de leitura, vale dizer, o que ela procura avaliar é a sua leitura e compreensão do conteúdo do texto indicado. Portanto, se um determinado item é “verdadeiro” ou “falso” deve ser decidido por você pelo critério do que o texto indicado afirma, ou não afirma. E não de um ponto de vista mais geral, ou na opinião de uma outro autor ou pessoa qualquer.

  • Você tem apenas uma tentativa para a realização da verificação de leitura. Uma vez iniciada, você terá até duas horas corridas para realizá-la (mesmo que haja algum tipo de interrupção do sistema é possível retornar durante esse período). Durante a duração da avaliação, você poderá retornar e revisar as suas respostas. Mas uma vez submetida a avaliação ao sistema, ou encerrado o tempo disponível, as respostas não poderão mais ser alteradas.

Site

Eu usarei o meu site (https://gustavo.barros.nom.br/) para me comunicar com vocês. Este será o nosso canal de comunicação para todas as necessidades além da aula. De forma que você deve acompanhar os posts e avisos que eu farei lá.

Além dos posts e avisos, vocês encontram na página da disciplina (https://gustavo.barros.nom.br/disciplinas/2018-1o-economia-brasileira-i/) uma série de materiais complementares (vídeos, documentários etc) que trata de assuntos correlatos aos que discutiremos ao longo do curso e pode ser do interesse de vocês.

Bibliografia

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Cem anos de política econômica republicana, 1889-1989. Rio de Janeiro: Campus, 1990.

Abreu, Marcelo de Paiva (org.). A Ordem do progresso: Dois séculos de política econômica no Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

Bielschowsky, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: O Ciclo ideológico do desenvolvimentismo. 5. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.

Castro, Antonio Barros de. Ajustamento X Transformação. A economia brasileira de 1974 a 1984. In: Castro, Antonio Barros de; Souza, Francisco Eduardo Pires de. A Economia brasileira em marcha forçada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. p. 11-95.

Corsi, Francisco L. O projeto de desenvolvimento de Vargas, a missão Osvaldo Aranha e os rumos da economia brasileira. História econômica e história de empresas, II.I, p. 35-68, 1999.

Cruz, Paulo Davidoff. Notas sobre o endividamento externo brasileiro nos anos setenta. In: Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello; Coutinho, Renata (Orgs.). Desenvolvimento capitalista no Brasil: Ensaios sobre a crise. v. 2, São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 59-106.

Cruz, Paulo Davidoff. O endividamento externo e as políticas governamentais. In: Dívida externa e política econômica: A experiência brasileira nos anos setenta. São Paulo: Brasiliense, 1984. Cap. 2. p. 28-92.

Dean, Warren. A Industrialização de São Paulo (1880-1945). 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991.

Fishlow, Albert. Origens e consequências da substituição de importações no Brasil. Estudos Econômicos, v. 2, n. 6, p. 7-75, dez. 1972.

Fishlow, Albert. A dívida externa latino-americana: um caso de desenvolvimento com incerteza. Pesquisa e Planejamento Econômico, 11 (2), p. 283-322, ago 1981.

Fonseca, Pedro Cezar Dutra. Nem ortodoxia nem populismo: o segundo governo Vargas e a economia brasileira. Tempo, 14 (28), p. 19-58, 2010.

Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. 24. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991.

Gomes, Angela M. C. O populismo e as ciências sociais no Brasil: notas sobre a trajetória de um conceito. Tempo, 1 (2), p. 31-58, 1996.

Lafer, Celso. O Planejamento no Brasil: Observações sobre o Plano de Metas (1956-1961). In: Mindlin, Betty (Org.). Planejamento no Brasil. 5. ed., São Paulo: Perspectiva, 2003. p. 29-50.

Malan, Pedro S.; Bonelli, Regis; Abreu, Marcelo de P.; Pereira, José Eduardo de C. Política econômica externa e industrialização no Brasil (1938/52). Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1977.

Mesquita, Mário Magalhães Carvalho. 1961-1964: A Política econômica sob Quadros e Goulart. Dissertação de mestrado, PUC-RJ, 1992.

Peláez, Carlos Manoel. A Balança comercial, a Grande Depressão e a industrialização brasileira. Revista Brasileira de Economia, Ano XXII, n. 1, p. 15-47, março 1968.

Prebisch, Raúl. O Desenvolvimento econômico da América Latina e alguns dos seus problemas principais. In: Bielschowsky, R. (org.). Cinquenta anos de pensamento na CEPAL. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 69-136.

Saes, Flávio Azevedo Marques de. A Controvérsia sobre a industrialização na Primeira República. Estudos Avançados, vol. 3, no 7, p. 20-39, set/dez 1989.

Silber, Simão. Análise da política econômica e do comportamento da economia brasileira durante o período 1929/1939. In: Versiani, Flávio Rabelo; Barros, José Roberto Mendonça de. Formação Econômica do Brasil: A Experiência da industrialização. 1a ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978. p. 187-207.

Simonsen, Mario Henrique. A política anti-inflacionária. In: Simonsen, Mario Henrique; Campos, Roberto de Oliveira. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974a. cap. V, p. 79-118.

Simonsen, Mario Henrique. A Imaginação reformista. In: Simonsen, Mario Henrique; Campos, Roberto de Oliveira. A Nova economia brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974b. cap. VI, p. 119-50.

Szmrecsányi, Tamás. História econômica, teoria econômica e economia aplicada. Revista de Economia Política, vol. 12, n. 3, jul-set 1992. p. 130-36.

Tavares, Maria da Conceição. Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil. In: ______. Da Substituição de importações ao capitalismo financeiro: Ensaios sobre economia brasileira. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. p. 27-124.

Veloso, Fernando A.; Villela, André; Giambiagi, Fábio. Determinantes do “milagre” econômico brasileiro (1968-1973): Uma análise empírica. Revista Brasileira de Economia, v. 62, n. 2, p. 221-246, Abr-Jun 2008.

Versiani, Flávio Rabelo; Versiani, Maria Teresa. A industrialização brasileira antes de 1930: uma contribuição. In: Versiani, Flávio R.; Barros, José Roberto Mendonça de (Orgs.). Formação econômica do Brasil: A experiência da industrialização. 1. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 1978. p. 121-42.